terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Cientistas teorizam buracos de minhoca para aplicações tecnológicas cotidianas
Cientistas utilizaram o mesmo mecanismo teórico que vem sendo utilizado para fundamentar as pesquisas com invisibilidade para demonstrar a viabilidade de se gerar uma fenda espacial eletromagnética. Embora as fendas espaciais, conhecidas como buracos de minhoca ("wormholes"), sejam normalmente associadas a viagens espaciais, o termo espaço aqui refere-se a uma dimensão bem mais local.
Túnel da invisibilidade
Ao invés de um atalho pelo universo, que possibilitaria as viagens espaciais, o que os cientistas anunciaram agora é a possibilidade teórica de se construir um túnel da invisibilidade.
"Imagine enrolar o manto da invisibilidade do Harry Potter em um tubo," explica o físico Allan Greenleaf. "Se o material for projetado de acordo com nossas especificações, você poderá enfiar um objeto em uma ponta, vê-lo desaparecer como se ele viajasse ao longo do túnel, e então vê-lo reaparecer no outro lado."
Teoria e prática da invisibilidade
Inicialmente a teoria da invisibilidade só tornava os objetos invisíveis à radiação na faixa das microondas. Há poucas semanas foi divulgada a primeira pesquisa que demonstrou que o mecanismo funciona também para luz visível. Para entender melhor a tecnologia, veja a reportagem Invisibilidade: o que é fato científico e o que é ficção científica.
A nova teoria afirma que o túnel espacial previsto em sua teoria funcionará para ondas eletromagnéticas de todas as freqüências. Ressaltando-se que, por enquanto, é apenas uma teoria e que o desenvolvimento de um aparelho que a comprove é um trabalho ainda a ser feito.
Escondendo instrumentos cirúrgicos
Ainda que não viabilize viagens espaciais, a nova pesquisa poderá ter várias aplicações. Cirurgias endoscópicas, por exemplo, nas quais o médico é guiado por imagens de ressonância magnética (MRI), são difíceis de serem executadas porque o fortíssimo campo magnético gerado pelo equipamento de MRI interfere com as ferramentas do cirurgião, além do que as próprias ferramentas interferem com o imageamento.
Segundo Greenleaf, passando as ferramentas através de um buraco de minhoca eletromagnético poderá efetivamente escondê-las do campo magnético, permitindo que apenas suas pontas sejam "visíveis" para o trabalho.
Efeitos ópticos dos metamateriais
Os cálculos originais feitos pelos cientistas permitiram que se fabricassem materiais híbridos, chamados metamateriais, compostos de camadas especialmente projetadas para alterar a forma como a luz se comporta. São esses metamateriais que permitiram os primeiros experimentos com o fenômeno da invisibilidade.
Agora eles utilizaram uma geometria mais elaborada para especificar as propriedades exatas necessárias para um metamaterial que seja capaz de criar o efeito do túnel da invisibilidade. Eles também calcularam quais efeitos ópticos deverão ocorrer se o interior do buraco de minhoca for recoberto com uma ampla variedade de metamateriais.
TV com imagens 3D
Outra utilidade para o túnel da invisibilidade especulada pelos cientistas, que se aproxima da ficção científica, é a construção de uma TV capaz de projetar imagens tridimensionais.
Para isso, o metamaterial com o qual o tubo da invisibilidade for construído deverá ser capaz de curvar todos os comprimentos de onda da luz visível. Imagine milhares de finíssimos buracos de minhoca saindo de uma caixa, de forma semelhante a uma moita de capim saindo de um vaso, cada pequeno ramo com um comprimento diferente.
Os próprios buracos de minhoca seriam invisíveis, mas suas extremidades poderiam transmitir luz vinda do outro lado. Seria como se milhares de pixels estivessem simplesmente flutuando no ar.
fonte:Inovação Tecnológica
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Samsung anuncia monitor Super AMOLED de 7 polegadas
Monitor ultrafino com touchscreen integrado pode ser mais um trunfo na próxima geração de tablets
A Samsung apresentou recentemente seu tablet Galaxy, que tem sido considerado por especialistas o melhor tablet Android a entrar no mercado. Mas a empresa parece não estar absolutamente satisfeita com o resultado, e fez um anúncio que pode deixar os consumidores que gostam de adquirir as últimas novidades primeiro um tanto quanto confusos.
A novidade tem a ver com a tela usada no tablet. Rumores tem circulado dizendo que a próxima geração do Galaxy deve trazer monitores Super AMOLED. O anúncio de que a Samsung irá demonstrar uma tela que usa a tecnologia na feira FPD International, que acontece no Japão em duas semanas, reforçou o boato.
Em linhas rápidas, o que faz o Super AMOLED ser “super” é a possibilidade da integração do sensor de toque no display. Atualmente o sensor touchscreen é uma camada extra aplicada por cima da tela de LED ou AMOLED (sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz de matriz ativa), o que ofusca a imagem do display. Com a possibilidade de integração, o resultado são cores mais brilhantes e um melhor ângulo de visão.
Voltando à tela apresentada pela Samsung. Ela poderá entrar em produção em meados de 2011. Com 7 polegadas, terá uma resolução de 1200 x 600, o que é bastante diferente do atual padrão de 1024 X 600 usado nos tablets atuais. Isso é tudo o que se sabe até o momento. Também não há a confirmação de que essa tela será realmente usada pela Samsung na sua próxima geração de tablets.
Se você não se incomoda com essa correria e quer adquirir um Galaxy Tab mesmo assim, uma notícia boa e uma ruim: a boa é que o aparelho estará disponível no Brasil ainda este ano. A ruim é o preço: R$ 2,7 mil, sem choro nem vela.
fonte:MSN
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Apresentada primeira máquina capaz de construir uma cópia dela mesma - Parte III: A BIO IMPRESSORA
Quando se trata de bioprinting, a Organovo não é o único nome no jogo. Existem muitas outras instituições, tentando alcançar o mesmo objetivo, como a Tengion, dos Laboratórios Atalaia. Há diferenças na forma como cada empresa cria um arcabouço para o conjunto de células de modo que o detêm em conjunto durante toda impressão. Existem também diferenças na maneira em que as células são agrupadas para impressão. Essencialmente, contudo, uma abordagem única para o bioprinting tem bastante vantagens óbvias para torná-la a líder nesse campo. Portanto, temos algo parecido com a uma corrida armamentista, no quesito de otimização tecnológica: cada empresa está se esforçando para produzir tecidos viáveis (os vasos sanguíneos em geral) e afinar as suas máquinas o mais rápido possível para ser a primeira a ver a adoção em larga escala de suas bioprinters como assistentes no atual transplante de órgãos humanos. Ninguém conseguiu um bom resultado. Mas com uma aliança estratégica com a Invetech e algumas versões comerciais de seu bioprinters funcionais, a Organovo está fazendo um bom progresso.
A primeira versão comercial da bioprinter 3D da Organovo vem com alguns barulhinhos e assobios agradáveis. Existe um kit de softwares de design que permite os engenheiros de tecidos simular suas construções, antes de serem impressas. Duas pontas diferentes na impressora permitir o cadafalso (ou matriz de apoio do hidrogel) para ser aplicado separadamente a partir de células vivas. Estas células podem ainda serem impressas com a precisão de mícrons para um sistema de orientação a laser sobre o dispositivo.
No entanto, tão chique como a impressora pode ser, o verdadeiro teste para a Organovo não é a máquina, mas o que a máquina produzirá. Os vasos sangüíneos (e outros tecidos) que a impressora 3D cria terão de serem 100% funcionais para funcionar em espécimes vivos por longos períodos de tempo e serem aceitos e integrados ao organismo natural. Esse nível de teste para um ser humano ainda é um longo e largo caminho para o ser humano. Assim, ficamos com uma máquina muito legal, cujas últimas métricas para o seu sucesso ainda não estão disponíveis.
É simplesmente muito cedo para dizer se os órgãos de nosso corpo em 2030 terá um selo pequeno que diz Organovo, Tengion, ou sei lá quem. Eu aguardo com boas expectativas os testes em animais que devem ser publicados nos próximos anos. Esses resultados devem nos dar uma melhor indicação do futuro desta tecnologia.

Não importa quem triunfe na corrida armamentista da impressão de órgãos, os pacientes de transplantes de órgãos sairão como vencedores e gratos pelo maravilhoso esforço de ambas empresas. E não só eles: alcoólatras com o fígado em ruínas e humanos que sonham chegar aos seus 500 anos num corpinho de 20 !!
É revolucionário ou não é?
Apresentada primeira máquina capaz de construir uma cópia dela mesma - Parte II

Apresentada primeira máquina capaz de construir uma cópia dela mesma
Esta é Darwin: a tipo 1 da classe Rep Rap
As máquinas de prototipagem rápida já se tornaram um ramo de negócios estabelecido e, ainda que a tecnologia desses equipamentos esteja evoluindo a cada dia, eles estão disponíveis para serem comprados por qualquer um que tenha os recursos necessários.
Hardware "open-source"
Como esses recursos não são pequenos, alguns grupos de pesquisas ao redor do mundo estão trabalhando em modelos "open-source" dessas máquinas capazes de "imprimir" objetos 3D.
Máquina replicante
Estruturalmente e mecanicamente é totalmente replicando suas partes componentes
Já o objetivo do projeto RepRap vai além. Como seu próprio nome indica - RepRap é uma sigla para prototipagem rápida replicadora - a idéia é construir uma máquina que consiga não apenas fabricar qualquer objeto tridimensional, mas também fabricar todas as peças necessárias para a construção de outra máquina igual a ela própria, e assim sucessivamente, ao infinito.
E é justamente isso que os seus idealizadores estão comemorando nesta semana. O feito foi alcançado pelo entusiasta do projeto Vik Olliver, na Nova Zelândia, que conseguiu fabricar todas as peças necessárias para montar uma nova RepRap utilizando única e exclusivamente a sua própria RepRap - exceto, claro, a parte eletrônica de conexão ao computador.
Impressora 3D por R$900,00
Esta máquina capaz de se duplicar foi originalmente concebida pelo professor Adrian Bowyer, da Universidade de Bath, na Inglaterra, que continua supervisionando o progresso da RepRap.
Os planos completos para quem desejar construir sua própria impressora 3D RepRap estão disponíveis no site (veja link abaixo) do projeto, sem qualquer custo.
Segundo seus idealizadores, a construção completa de uma RepRap custa ao redor de R$900,00, incluindo a parte eletrônica, que não pode ser duplicada pela impressora 3D.
fonte: Inovação Tecnológica
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
SUPER DICA: O super Registry Easy
Ele realiza backup de arquivos antes de remôve-los e também os conserta quando estão com erros. Conta também com ferramentas capazes de adicionar/remover softwares instalados, gerencia aplicações e processos que iniciam com o Windows e limpa arquivos desnecessários.
A interface é clara, fácil de usar e muito intuitiva, permitindo que até usuários amadores varram o computador para consertar o registro do sistema operacional e melhorar o desempenho da máquina.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Gordon, o robô com cêrebro de rato !
Formado a partir de neurônios cultivados, a matéria cinzenta de Gordon foi concebida na Universidade de Reading por engenheiros e biólogos que revelando a incrível máquina neuro interativa.
Suas experiências inovadoras exploraram o limite de fuga entre a inteligência natural e a artificial, e pode lançar luz sobre os blocos fundamentais da construção da memória e da aprendizagem, um dos investigadores pertence a AFP.
"O objetivo é descobrir como a memória é armazenada em um cérebro biológico", disse Kevin Warwick, roboticista e professor da Universidade de Reading e um dos arquitetos do protótipo robótico.
Observar como as células nervosas coerentes em uma rede como a gerada pelo cérebro disparam impulsos elétricos, ele disse, também pode ajudar os cientistas a combater as doenças neurodegenerativas que atacam o cérebro, como Alzheimer e Parkinson além de auxiliar na melhor estrutura para uma rede neural eficiente.
"Se compreendermos alguns dos princípios básicos do que está acontecendo em nosso pequeno modelo de cérebro, talvez poderíamos ter enormes spin-offs médicos", disse ele.
Lembrando um pouco, em seus movimentos e levemente na aparência, o herói compactador de lixo Wall-E, Gordon tem um cérebro composto por 50.000 a 100.000 neurônios ativos em solução bioquímico condutora.
Uma vez retirado dos fetos e desembaraçados com um banho de enzimas reagentes, as células nervosas especializadas são dispostas em um meio rico em vários nutrientes, entre eles vitaminas e sais minerais, através de um compartimento de 8x8 cm acompanhados por 60 eletrodos.
Esta "matriz multi-eletrodo" (MEA), serve como interface entre o tecido vivo e a máquina, e envia impulsos elétricos para acionar as rodas do robô, e receber impulsos entregues por meio de sensores que reagem ao ambiente, porque o cérebro é um tecido vivo, que deve ser alojado em uma unidade especial de temperatura controlada - ele se comunica com seu "corpo" através de um link de rádio de Bluetooth.
O robô não tem nenhum controle ou controlador adicional de um humano ou um computador.
Desde o início, os neurônios já se ocupam. "Dentro de aproximadamente 24 h, eles começam a enviar seus axiônios, formando sinapses entre eles e fazendo novas conexões", disse Warwick.
"Dentro de uma semana recebemos alguns sinais espontâneos e atividade cerebral semelhante ao que acontece em um rato normal - ou ser humano - no cérebro ", acrescentou.
Mas, sem estímulo externo, o cérebro vai murchar e morrer dentro de alguns meses.
"Agora nós estamos procurando a melhor forma de ensiná-lo a se comportar de certa forma", explica Warwick.
Em certa medida, Gordon aprende por si só. Quando ele atinge uma parede, por exemplo, ele recebe um estímulo elétrico dos sensores do robô, desenvolve memória e, como enfrenta situações semelhantes, aprende por hábito.
Para ajudar neste processo, os pesquisadores também utilizam produtos químicos diferentes para reforçar ou inibir as vias neurais que se acendem durante ações específicas.
Gordon, de fato, tem múltiplas personalidades - o MEA cria vários "cérebros" que os cientistas podem encaixar no robô. "É muito engraçado - você tem diferenças entre os cérebros", disse Warwick.
Principalmente por razões éticas, é improvável que os investigadores e laboratórios em todo o mundo façam uso da mesma técnica para experimentos com o uso de neurônios humanos.
Mas as células cerebrais de ratos não são tão diferentes das humanas: grande parte da diferença neurológica entre roedores e humanos, especula Warwick, poderia ser atribuída à quantidade, e não a qualidade. Cérebros de ratos são compostos por cerca de um milhão de neurônios, células especializadas que transmitem informações através do cérebro através de substâncias químicas chamadas neurotransmissores.
Os seres humanos têm 100 bilhões.
Para a colega Ben Whalley, uma das questões fundamentais que se colocam hoje aos cientistas é como ligar a atividade de neurônios individuais com o comportamento esmagadoramente complexo de organismos inteiros.
"O projeto nos dá uma oportunidade única de olhar para algo que pode exibir comportamentos complexos, mas ainda permanecem intimamente ligados à atividade de neurônios individuais", disse ela.
Veja:
Este e Gordon. Acima vemos seu cérebro ciborgue.
fonte: New Scientist